Prêmio CAPES de tese


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Meu estudante Bruno Ramos Mendonça e eu ganhamos o Prêmio CAPES 2019 de Teses em Filosofia!

Tese de Doutorado premiada:

“Teoria Tradicional da informação semântica sem escândalo da dedução: uma reavaliação moderadamente externalista do tópico baseada em semântica-urna, e uma aplicação paraconsistente”

“Traditional theory of semantic information without the scandal of deduction: a moderately externalist reassessment of the topic based on urn semantics and a paraconsistent application”

Resumo: A tese mostra como é possível reestabelecer a teoria tradicional da informação semântica (TSI) proposta por Yehoshua Bar-Hillel e Rudolf Carnap(1952, 1953). Uma consequência de TSI é o chamado “escândalo da dedução” (SoD), tese segundo a qual verdades lógicas têm quantidade nula de informação. SoD é problemática, dado que conflita com o caráter ampliativo do conhecimento formal. Esta tese mostra
que a semântica-urna (RANTALA, 1979) consegue restabelecer TSI sem SoD. A tese desenvolve também resultados modelo-teóricos mais avançados sobre semântica-urna e explora uma aplicação paraconsistente das ideias principais do trabalho

Abstract: The thesis shows how it is possible to reestablish the traditional theory of semantic information (TSI) proposed by Yehoshua Bar-Hillel and Rudolf Carnap (1952, 1953). A consequence of IST is the so- called “scandal of deduction”, (SoD), the claim that logical truths have no amount of information. SoD is problematic as it conflicts with the expansive character of formal knowledge. This thesis shows that urn semantics (RANTALA, 1979) can restore TSI without SoD. The thesis also develops some advanced model- theoretical results on urn semantics and explores a paraconsistent application of the main ideas of the work.

Palestras e conferências-Walter Carnielli

Walter Carnielli Formal plenitude and Curry’s paradox: Sketch of an expanded theory for arithmetic (Palestra no IHPST- Institut d’Histoire et de Philosophie des Sciences et des Techniques, Université SOrbonne, Paris)

https://waltercarnielli.com/talks/ ============================================================TV PUC São Paulo Nova Stella – Gödel, Turing e a História da Lógica no século XX http:// https://tinyurl.com/y5motjk2 ============================================================O Problema da Parada: Alan Turing, de Leibniz a Gödel – Centenário de Alan Turing – Unicamp https://www.youtube.com/watch?v=593mK9I2P6Q ============================================================O céu sem limite da Informação Quântica http:// https://youtu.be/O3enkR6nu24 ============================================================ “CONSISTENCY AS A PRIMITIVE NOTION AND ITS CONSEQUENCES FOR AN EXPANDED THEORY OF TRUTH” http:// https://www.youtube.com/watch?v=E9LB_EM2ObA ============================================================ Probabilidades inexatas e fundamentos da inteligência artificial https://www.youtube.com/watch?v=Ca8T_OC9Hlc ============================================================ From Curved Logic to Imaginary Sets (Palestra em Moscou)

https://www.youtube.com/watch?v=6hyqH94a3Io ============================================================Os Teoremas da Incompletude de Gödel Professor do CLE apresenta última palestra da Terceira Margem em 2017 http:// https://www.youtube.com/watch?v=EGMmkGU1c9A ============================================================Debate sobre o filme BLADE RUNNER 2049, Museu da Imagem e do Som SP https://www.youtube.com/watch?v=N_YdLUMRCI4

Pensamento Crítico: o poder da lógica e da argumentação

Saiu!! Pensamento Crítico – O poder da lógica e da argumentação (quarta edição)

Da capa:

“Nesta obra os autores estudam e apresentam de maneira didática para o leitor as técnicas de como construir um bom argumento, analisa as discussões sobre pensamento crítico, frases vagas, afirmações morais, maus argumentos, frases ambíguas, entre outros.A obra foi construída utilizando-se de exemplos do cenário público brasileiro tais como, política, televisão, jornalismo, cultura, bem como de gráficos, cartoons, imagens e tabelas, ilustram, com precisão, o conteúdo, facilitando e otimizando a compreensão dos temas abordados.Nas palavras dos autores: “O livro tem como público-alvo estudantes de todas as categorias, inclusive secundaristas e vestibulandos, profissionais de todas as especialidades que necessitem analisar, expor e criticar argumentos e qualquer pessoa interessada na arte de argumentar. Os textos se baseiam na linguagem coloquial, apresentando de forma simples, mas rigorosa, os fundamentos do pensamento crítico”.

Esta 4ª edição traz um capítulo inédito sobre fake news, analisando detalhadamente o que são, como são fabricadas, como se proteger etc.

Novo projeto gráfico | Novo acabamento gráfico

Destaque: Capítulo inédito sobre fake news “

Por que Einstein não descobriu os buracos negros

A imagem de um buraco negro divulgada. pela primeira vez em 10 de abril de 2019 por uma equipe internacional de mais de 200 cientistas é um geito histórico fabuloso. Muita gente não se dá conta, mas a ciência avançou fantasticamente com isso. Digo ciência grande, que envolve a sobrevivência da raça humana, não as bobagens polêmicas de certos “pensadores” admirados pela família Bolsonaro. O buraco negro mostrado em imagens pelo mundo todo está no centro da galáxia M87, a uma distância de 55 milhões de anos-luz, o que significa que estamos “vendo o passado” -o buraco negro pode não ser mais assim, mas é o melhor que podemos ver.

Até agora, a existência deste tipo de corpos celestes extremamente densos era conhecida apenas por métodos indiretos, mas nunca um deles havia sido observado. Para se observar um buraco negro tão longe e tão grande seria necessário um radiotelescópio do tamanho da Terra. É por isso que foi criada a rede de telescópios do Event Horizon Telescope (EHT), que unifica os dados provenientes de antenas nos Estados Unidos, México, Chile, Espanha e Antártica, por meio de um processo chamado de interferometria. Quanto mais observatórios são adicionados, e quanto mais distanciados eles estão um do outro, melhor fica a imagem final

O buraco negro super-gigante no centro da mega galáxia elíptica Messier 87 tem uma massa 7 bilhões de vezes a do Sol, como mostrado na primeira imagem divulgada pelo EHT. Se a Terra fosse transformada em buraco negro, seria do tamanho de uma bolinha de gude!

Há um século, Albert Einstein calculou, pelas suas equações, que a força da gravidade poderia distorcer o espaço-tempo. Buracos negros são singularidades, objetos matemáticos que são pontos de volume infinitamente pequeno com densidade infinita. Tais objetos incrivelmente compactos causam curvatura infinita. Já ouviu falar de geometria não euclidiana? O famoso astrofísico John Wheeler resumiu genialmente a teoria da relatividade geral de Einstein com a frase:
A massa diz ao espaço-tempo como se curvar, e o espaço-tempo diz à massa como se movimentar” (em Geons, Black Holes, and Quantum Foam (2000), p. 235).

Wheeler explica em uma linha o resultado da teoria geral da relatividade de Einstein, afirmando como o espaço-tempo pode se curvar. A força gravitacional pode ser explicada pela distorção que um objeto massivo causa no espaço ao seu redor. Outros objetos que se aproximam desse objeto massivo são forçados a seguir um curso ditado pelas distorções do espaço-tempo. Isso é comparado a rolar uma bola de boliche sobre uma superfície de borracha esticada.

Mas embora os buracos negros, objetos matemáticos teorizados e só agora vistos, confirmem a teoria de Einstein, não foi ele quem notou isso. O físico alemão Karl Schwarzschild, também ele judeu como Einstein, foi o primeiro a teorizar a existência. real dos buracos negros , oferecendo uma maneira surpreendente de resolver as equações da relatividade geral de Einstein, enquanto lutava ao lado do exército alemão na frente russa da Primeira Guerra Mundial. O que é fabuloso é que isso foi feito apenas pouco depois de Einstein ter publicado sua teoria, e o próprio Einstein não percebeu isso!

É muito surpreendente que Schwarzschild tenha enviado a Einstein sua solução em 22 de dezembro de 1915, um mês depois da publicação dos artigos preliminares de Einstein sobre a Relatividade Geral. Uma façanha — a coisa envolve muita matemática superior, e uma fabulosa compreensão da teoria da Relatividade Geral há mais de um século, quando muita gente hoje ainda não compreende. Schwarzschild não tinha computador, nem Internet, nem métodos algébricos automáticos como Mathematica.

Uma descoberta fabulosa, apenas resolvendo equações. No final, todos os buracos negros vão se unir (há bilhões deles), e o universo vai ser tragado como água no ralo da pia, esperando o próximo Big Bang. Pena que a mídia não divulgue nada disso, porque não entende. Ou não quer entender- Einstein é mais “sexy”…

A classic algorithm that wins from its quantum rival !!

A very recent discovery in the area of quantum computing surprised me (and the community) a lot.

Ewin Tang, a 18 years-old female student at Texas University, recently proved that classical computers can solve the “recommendation problem” (an NP- hard problem with practical appeal, used e.g. In Netflix systems, and others) as fast as quantum computers. This is a very significant result, because the “recommendation problem” was taken to be the best example of quantum speedup, that is, of an algorithm that quantum computers could solve in much less tine than standard algorithms. Her proof reverts the expectation about the absolute usefulness of quantum computers.

As Scott Aaronson, her advisor for graduate degree explains, given a matrix with m users and n products representing incomplete data about users opinions (one to five stars) about movies or products, organized into a convenient binary tree data structure, the problem is to sample some movies or products that a given user is likely to want to buy or to see. This is (in abstract form) the problem that Amazon and Netflix need to solve every time they tell you which books or movies you “might enjoy.”

Here is a link for Tang’s paper at ECCC – TR18-128; she was able to show that “recommendation problem” can be solved exponentially faster than anything known before. What is stunning is that she solved this problem by modifying a quantum algorithm, developed for a quantum computer, and made it run on a classical computer. Of course, it is important to know whether. other quantum algorithms could be modified in analogous way. May be quantum computers are not so revolutionary as we have been thinking up to now…